Bastien e Bastienne de W. A. Mozart
Teatro AveirenseAveiro
Bastien e Bastienne conta a história dos amores delirantes (e simpaticamente insensatos) de um pastor e pastora num cenário bucólico. Bastienne, insegura, teme que Bastien, inconstante, tenha perdido interesse nela, mostrando-se agora mais encantado com a senhora (rica) do castelo. Colas, meio-sábio, meio-charlatão, aconselha Bastienne a agir friamente perante Bastien e a fingir indiferença. A astúcia funciona, e Bastien, convencido que Bastienne encontrou um novo namorado, renova a sua atenção – mas Bastienne decide prolongar o jogo. Entre truques de magia, ameaças variadas e crises de ciúme, os dois acabam por se reconciliar, louvando o sábio Colas.
Esta pequena ópera, escrita quando Mozart tinha apenas doze anos, revela já o sentido de humor e frescura que viriam a caracterizar futuras obras do compositor. Estamos aqui perante o curioso caso de uma ópera composta por uma criança, que se presta, também, a ser apresentada a um público jovem. Se Bastien e Bastienne era originalmente uma paródia às óperas em voga em meados do século XVIII, o libreto e a sua mensagem continuam a ser relevantes nos nossos tempos. Ainda que fale dos amores de um casal de pastores, de castelos e de magos, o cerne da história – as desventuras de jovens namorados – mantém-se perfeitamente actual, com um sentido de humor aguçado, mas sempre terno.
Com conceção artística e direção musical de Jan Wierzba e adaptação para português de Júlia Durand, a Ópera Nómada apresenta, em coprodução com a Orquestra das Beiras e Teatro Aveirense, esta produção de Bastien e Bastienne destinada a crianças de primeiro ciclo e famílias. A encenação, conceção e manipulação de marionetas a cargo de João Fino, e o desenho de luz de Dino da Costa, contam a história dos amores de Bastien e Bastienne de uma forma apelativa e inovadora, dando à narrativa uma dimensão lúdica e fazendo deste espetáculo uma excelente introdução ao mundo mágico e inspirador da ópera.
Bastienne Leonor Eiras
Bastien João Barbas
Colas Rodrigo Calais
Concepção Visual, Criação e Manipulação de Marionetas João Fino
Desenho de Luz Dino da Costa
Direção Musical e Conceito Jan Wierzba
Tradução e Versão Portuguesa Júlia Durand e Jan Wierzba
Co-Produção Orquestra Filarmonia das Beiras | Ópera Nómada | Teatro Aveirense
Classificação etária Maiores de 5
Duração 65’
