Sobre a Orquestra
A Orquestra das Beiras realizou o seu primeiro concerto a 15 de dezembro de 1997, no âmbito do aniversário da Universidade de Aveiro, sob a direção de Fernando Eldoro, seu primeiro diretor artístico e maestro titular.
Sediada em Aveiro, é hoje uma das principais estruturas orquestrais portuguesas, com projeção nacional e internacional. Criada no contexto de uma política pública de descentralização cultural, distingue-se pela qualidade artística, pela diversidade de repertórios e pela abertura a diferentes linguagens e cruzamentos disciplinares, mantendo um compromisso consistente com a criação contemporânea, a valorização da música portuguesa e o apoio a jovens músicos.
Com uma atividade regular em todo o território e uma forte ligação a instituições culturais e educativas, a Orquestra das Beiras afirma um percurso sólido, marcado pela versatilidade e por uma relação de proximidade com os públicos e o território.
Abrangente e versátil
A Orquestra das Beiras tem mais de 28 anos de atividade, tendo nascido da ambição e conjugação de vontades de diversas instituições e municípios da região das Beiras (centro de Portugal), que se uniram para constituir a Associação Musical das Beiras.
Criada no âmbito de uma política de Estado para fomentar a descentralização cultural, em particular do acesso à música clássica, tem a sua sede em Aveiro, mas tem desenvolvido forte dinamismo em toda a região, numa cada vez mais estreita relação com os interesses e necessidades dos seus associados, clientes e comunidade.
Abrangente é igualmente o seu repertório, apresentando obras que vão desde o Século XVII ao Século XXI, cruzando estilos musicais, desde o erudito ao pop-rock, passando pelo jazz, pela música tradicional portuguesa, pelas músicas do mundo ou pelas linguagens musicais mais contemporâneas. Tem atribuído especial atenção à interpretação de música portuguesa, nomeadamente da apresentação de obras dos principais compositores do século XX e XXI, com ênfase no convite para a apresentação de estreias absolutas.
Nos principais palcos
A orquestra tem-se apresentado em salas de grande prestígio, como o Centro Cultural de Belém (CCB), o Coliseu dos Recreios, em Lisboa (incluindo atuações com o Cirque du Soleil), o Coliseu do Porto (Promenade Concerts), o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro São Luiz, o Teatro Aveirense, o Teatro José Lúcio da Silva, o Teatro Viriato, o Theatro Circo, entre outros, interpretando grandes concertos, óperas e bailados.
Merecem ainda destaque, entre centenas de grandes produções, os filmes-concerto Harry Potter (Meo Arena, Sagres Campo Pequeno, Super Bock Arena), com a Lemon Live Entertainment e a CineConcert, ou o espetáculo com Andrea Bocelli para a MOT, no Estádio Municipal de Leiria, que bateu recorde absoluto de público em concertos de música clássica em Portugal.
Durante o seu desenvolvimento a Orquestra das Beiras marcou presença em importantes festivais de música em Portugal e no estrangeiro, como o Festival de Guyenne (França), o Festival de Mérida (Espanha), o Concurso Internacional de Piano de Ferrol (Espanha), o Festival de Ópera de Óbidos e o Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu. Neste âmbito, muitas surpresas estão reservadas para breve em prestigiados festivais.
Com os melhores
A Orquestra das Beiras é hoje uma formação de referência no meio musical, com crescente projeção nacional e internacional. Integra 31 músicos altamente qualificados das secções de cordas, sopros e percussão. Formados em instituições de prestígio e com vasta experiência internacional, distinguem-se pela excelência interpretativa, versatilidade artística e pela capacidade de dialogar com diversos públicos e áreas musicais. Ao longo das suas carreiras, colaboraram em numerosos projetos musicais com grandes mestres da música clássica, mas também com notáveis artistas de outras áreas musicais.
Ao longo do seu percurso, a Orquestra orgulha-se de ter realizados espetáculos com alguns dos mais prestigiados artistas nacionais e internacionais, como os tenores José Carreras, Andrea Bocelli, Carlos Guilherme, bem como outros nomes maiores de um largo espectro musical: Ala dos Namorados, Bernardo Sassetti, Capitão Fausto, Camané, Carlos do Carmo, Carminho, Cristina Branco, Cuca Roseta, Danças Ocultas, Dulce Pontes, Gilberto Gil, Gisela João, Ivan Lins, Jafumega, James, Janita Salomé, Luís Represas, Maria João, Mário Laginha, Mariza, Paulo de Carvalho, Paulo Flores, Ricardo Ribeiro, Rui Reininho, Rui Veloso, Vitorino, Xutos & Pontapés, entre tantos outros.
Algumas datas marcantes
A Orquestra das Beiras realizou o seu primeiro concerto no dia 15 de dezembro de 1997. Em 1998, participou no seu primeiro festival internacional, o Festival de Guyenne, em França.
Em 1999 António Vassalo Lourenço, professor na Universidade de Aveiro, assume as funções de Diretor Artístico e Maestro Titular, que ocupou até dezembro de 2023.
Em 1999, lançou o seu primeiro CD, 5 Orquestras de Canções de Schubert, de autoria do premiado compositor e professor universitário João Pedro Oliveira.
No início do milénio, tendo passado por momentos de dificuldade e indefinição, prevaleceu a vontade dos seus associados, nomeadamente da Câmara Municipal de Aveiro e da Universidade de Aveiro, em manter vibrante este projeto cultural na região.
Em 2020, a Orquestra viu, como a maioria da sociedade, a sua atividade suspensa devido à pandemia de COVID-19, mas foi retomando a atividade mal a situação o permitiu.
Em 2022 celebrou o seu 25.º aniversário e, no mesmo ano, foi-lhe atribuído o Estatuto de Utilidade Pública. Também em maio deste ano foi-lhe atribuída a medalha de Mérito Municipal de Prata, pelo Município de Aveiro.
Mais recentemente, em 2024, foi-lhe atribuída pela Câmara Municipal de Aveiro uma nova sede, na Casa de Música de Aveiro (Quarteirão das Artes e Cultura), iniciando um novo ciclo, reforçado com a entrada de um novo Maestro Titular e Diretor Artístico e com o concurso que selecionou um novo Diretor Executivo.
Parcerias Institucionais
Desde a sua criação, a Orquestra das Beiras tem contado com o apoio fundamental da Direção-Geral das Artes (DGArtes) e do Ministério da Cultura, que constituem, até aos dias de hoje, as principais fontes de financiamento e suporte institucional da sua atividade.
Similarmente, a Universidade de Aveiro e a Câmara Municipal de Aveiro têm desempenhado um papel essencial no desenvolvimento e consolidação da orquestra, prestando um apoio contínuo ao longo do seu percurso. É decisivo o contributo das instituições e municípios da região das Beiras que integram a Associação Musical das Beiras (AMB), cuja participação foi determinante na fundação da orquestra e continua a ser fundamental para o seu crescimento e afirmação cultural.
Para além destas entidades, é crucial salientar as parcerias estabelecidas com diversas instituições do setor musical e educativo, como o Conservatório de Música da Fundação Calouste Gulbenkian, o CMAD – Conservatório de Música de Artes do Dão, o Conservatório de Música da JOBRA ou o Orfeão de Leiria, entre outras organizações que trabalham na promoção e desenvolvimento da atividade musical.
Do mesmo modo, têm sido decisivas as parcerias com empresas privadas que levam a cabo grandes produções, nomeadamente a Lemon e a MOT.
Discografia
A discografia da Orquestra das Beiras inclui, entre outros registos, orquestrações do compositor João Pedro Oliveira sobre Lieder de Schubert, a Missa para Solistas, Coro e Orquestra de João José Baldi e as 3.ª e 4.ª Sinfonias de António Victorino d’Almeida, sob a direção do próprio compositor.
A discografia da Orquestra integra ainda colaborações com músicos de vários estilos musicais, nacionais e internacionais, abrangendo desde repertórios de música clássica a álbuns de música pop/rock progressivo, como o álbum “10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte”, de José Cid.
Em 2016, gravou o álbum “Amplitude” que é o resultado da colaboração com as Danças Ocultas. “Amplitude” foi gravado ao vivo na Sala Suggia da Casa da Música do Porto e no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, em 2015. Este disco funde a sonoridade acústica das concertinas com a riqueza de uma orquestra clássica, criando um ambiente musical denso e envolvente.
Recentemente, a Orquestra colaborou com a pianista portuguesa Inês Filipe para a gravação do CD “Maria de Lourdes Martins – Fragmentos de Vanguarda”.
